Apresentação

Oi! Meu nome é Pedro Rodrigues Prates , sou de Governador Valadares e nasci em 2008 Eu gosto muito de desenhar, tocar teclado, jogar jogos e...

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Fichamento: Não-Objeto

    O texto começa identificando o que seria um não objeto, e essa definição vai ser essencial para a compreensão do resto do texto. Este é, não um antiobjeto, mas um objeto especial que busca ser absorvido sem a parte racionalizada de objetos normais. É a existência do objeto em sua própria aparência e na forma que se porta, incondicionado. 
    Em seguida, ele começa a relação desse não-objeto com a arte. É de senso comum que com o advento da fotografia as pinturas tiveram que se reimaginar, e assim nasceu o impressionismo, e foi daí que se começou o movimento de afastamento do objeto.
Esse é o quadro "mulher com sombrinha" de Monét. Pessoalmente, é um dos meus quadros favoritos.
    Quando se diz sobre o início do afastamento do objeto quer se dizer que sua representação começa a ficar mais "embaçada", os traços ficam maiores e a pincelada fica mais clara. Aqui, a arte começa a ser sobre a tinta, o processo, e não sobre a necessidade de se parecer com o próprio objeto, mesmo que essa necessidade ainda exista. Aqui nasce a vontade de se diferenciar, de priorizar as sensações sobre a cena do que a própria realidade.





    Depois desse pontapé, a arte começou a entender mais o quadro como parte da obra em si em detrimento do próprio objeto. O objeto perde o significado.
    O cubismo tenta representar o real mas se aproveitando mais dos limites do quadro e também de suas liberdades. Porém, nessa parte ainda há o "namoro" com o objeto verdadeiro e com o uso de elementos reais para o representar.
    
Anda vida com uma guitarra de Juan Gris é uma boa representação do que eu acabei de falar. Nela, se você  parar para observar um pouco, percebe que ela tenta representar um violão de uma forma desconstruída, trazendo seus materiais e elementos que remetem a expeciência de usá-lo. Mesmo assim, o objeto está lá, represnetado, racionalizado, trazendo consigo sua bagagem cultural.



    


 Mondrian, o pintor das obras seguintes, foi um dos primeiros que viu o potencial mais desafiador do cubismo e decidiu expandi-lo, criando obras que se aproximam mais ainda dos não-objetos, focando mais na arte na arte do que na representação de coisas no mundo real. O que fez com que esse objetivo de se criar um não-objeto falhar foi a existência do fundo, da moldura e do próprio quadro.

Essa obra, feita por Malevich, também mostra a aproximação do não-objeto, fugindo cada vez mais do racionalizado na absorção da obra, mas pecando novamente nas limitações do fundo e moldura.











    Depois desse movimento, se observa mais que, anteriormente, o quadro era visto como uma janela para um ambiente fictício, que levava para pensar em outras situações, ignorando a realidade que aquilo é uma farsa, sendo protegido com uma moldura para o inserir no espaço de maneira harmônica.
    Esse sentido falso e essa necessidade de pertencimento se tornaram questões que foram desafiadas posteriormente na aproximação desses não-objetos nas próximas obras. O moldura se torna obsoleta, porque a visão da obra não é mais metafórica. Os não-objetos, de certa forma, se tornam mais literais ainda.


Esse é o merzbau de Kurt Schwitters, ele começa a se confundir com os objetos porque foge do quadro e começa a se inserir no campo real. 








merzbau de Kurt Schwitters


Essa arte de duchamp se aproxima mais dos ideais de um não-objeto por tentar tirar de um objeto real apenas o que ele é em si mesmo, tentando fugir de seus usos cotidianos. Aqui, o urinal é apenas forma. Mesmo assim, ele ainda é um urinal, e quem o "ler" irá o interpretar, primeiramente, assim antes de qualquer outra interpretação.





telas cortadas de fontana
é tida como ingênua por introduz o corte real para contrapor a arte, recorrendo à signos. Isso que o faz ser objeto.












O uso dos materiais de Burri prendem essa obra em um objeto pois busca de signos reais.












Tatlin e se aproxima mais dos não objetos por tratar das formas sem molduras e sem base. São formas criadas, não representadas.










Vantongerloo de stijil é uma escultura à base do cubismo, com cores repetidas das obras de Mondrian, que também buscam a criação de um não-objeto. 











Essa obra de Moholy Nagy é vista como uma tentativa de tirar o peso das esculturas, característica importante dos objetos, para tentar se aproximar de outro tipo de não-objetoo.










O texto também fala que os quadros de Lygia Clark e esculturas de Amilcar de Castro partilham de semelhanças quando analizadas a criação de um objeto especial e suas relações com a interpretação e absorção deles.






O texto também traz o tema que fazer arte também significa, muitas vezes, fugir da artes. Se foge da moldura, pois ela começa a ser vista como um elemento estranho que foi naturalizado com o tempo. Ao fugir do naturalizado, se descobre os limites desses tipos de obras e a criação de novas liberdades. O não-objeto é a tentativa mais pura de tornar a arte real.
___________________________________________________________________________________
   
     Eu gostei muito desse texto! Os limites da arte é definitivamente um dos meus temas favoritos de discussão e esse texto trás isso de uma forma muito didática, ainda mais com o diálogo do final. Porém, tudo o que eu estou escrevendo aqui tem validade de 1 dia porque talvez eu tenha entendido errado algumas coisas. Mesmo assim, foi uma ótima leitura!

Nenhum comentário:

Postar um comentário