Introdução
O meu grupo ficou encarregado de pesquisar sobre a Neoconcretista Lygia Clarck, com foco em suas obras envolvendo os "Bichos", e o Cinético Júlio Le Parc.
Neoconcretismo
O neoconcretismo foi um movimento artístico que nasceu no Brasil no fim da década de 1950, nascido pela vontade de quebrar o racionalismo em excesso do Concretismo, fortemente defendido pelo Grupo Ruptura, e assim criar experiências mais imersivas com as suas obras. O primeiro manifesto sobre o neoconcretismo foi publicado em 22 de março de 1959 e co-assinado por Lygia Clark.
Lygia Clark e Bichos
A belo-horizontina Lygia Clarck foi um dos nomes mais importantes do neoconcretismo, e isso pode ser relacionado ao fato dela ter participado e ser uma das fundadoras do grupo responsável por publicar o primeiro manifesto neoconcretista, o Grupo Frente.
E isso se refletia muito em suas obras: Ela sempre buscou romper com algumas "soluções fáceis" que o concretismo havia encontrado, como a adoração ao geométrico, e buscava experiências muito mais interativas com o espectador da obra, que agora se tornava uma parte essencial dela. O exemplo disso que os professores pediram para nosso grupo dar uma olhada mais de perto é a sua série de esculturas plásticas chamada "Bichos".
Bichos
A palavra "Bicho" tem uma multiplicidade de significados que se encaixam perfeitamente com essa obra. Um dos significados é que a forma que eles se comportam, com articulações específicas que possuem seus limites físicos, se assemelham, de certa forma, com criaturas. Outro significado que poderia ser identificado é que "Bicho" também simboliza um ser vivo desconhecido, como é o caso dessa obra (tirando a parte de ser vivo, pelo menos literalmente).
Essa obra se comporta como um não-objeto também pelo fato dela não referenciar nada externo. Para essa obra fazer sentido você precisa interagir com ela e alterar ela, sendo uma experiência majoritariamente universal. Essa obra nega qualquer envolvimento com história, cultura e sociedade, e isso acaba trazendo um ar "alienígena" para essa obra muito icônico que acaba sendo apoiado ainda mais pelo título "Bicho".
Arte Cinética
A arte cinética é um movimento que ganhou notoriedade na década de 1950 depois da esposição da obra "O momento" em paris, se espalhando para o mundo todo posteriormente. Esse movimento buscava tratar o movimento (rs) como personagem principal em suas obras, estando ele presente nas esculturas/pinturas literalmente ou através de ilusões. Alguns nomes importantes desse movimento são: Marcel Duchamp, Alexander Calder, Jean Tinguely e Julio Le Parc.
Julio Le Parc e suas obras
O argentino Julio Le Parc ficou famoso por suas obras envolvendo o cinetismo, principalmente por causa da forma que as cores e luzes são usadas para justificar a sensação de movimento. Ele geralmente usa cores fortes com alto contraste, se aproveitando muito também do uso da cor preta para criar espaços de respiro o que cria uma estética muito única. Ele também foi co-fundador de um grupo artístico que buscava por artes mais interativas chamado Groupe de Recherche D'art Visuel (claramente francês).
Muitas de suas obras são feitas para "mudarem" dependendo da posição do observador, o que gera ainda mais pontos que o relaciona com o movimento. Suas obras nunca são as mesmas, e representar ela por foto (e até por vídeo) não consegue refletir a sensação de ver ela pessoalmente. Essa relação essencial entre observador e obra se relaciona um pouco com a ideia dos bichos de Clark porque, nos dois casos, a obra está incompleta quando não se tem alguém fisicamente vivenciando aquelas obras.
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